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A nova aurora: Novela maranhense

Referência: 9786599012280 Astolfo Marques
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Descrição do produto

Em 17 de novembro de 1889, ocorreu no Maranhão, na cidade de São Luís, um grande protesto popular, majoritariamente de negros, contra o golpe militar que dois dias antes estabelecera a República no Brasil. Os manifestantes acreditavam que o objetivo era destituí-los dos direitos conquistados com a Abolição, cerca de um ano e meio antes, e reescravizar a gente de cor. Quando tentaram invadir e depredar um jornal republicano, uma tropa destacada para proteger o edifício realizou uma descarga de fuzil e, de acordo com números oficiais, matou quatro pessoas e deixou inúmeros feridos. O episódio é conhecido como o Massacre de 17 de Novembro e, junto com outros incidentes envolvendo violência e racismo — como a destruição do pelourinho de São Luís e as prisões e torturas que seguiram o protesto —, é descrito em "A nova aurora", novela histórica publicada em 1913. Uma das imagens mais recorrentes acerca da instauração do regime republicano é a do povo bestializado, apático, sem tomar posição diante do golpe de Estado que encerrara o longo reinado de d. Pedro II. Que alternativas e limites políticos e culturais uma sociedade egressa da escravidão poderia oferecer para realizar as promessas de uma cidadania sem distinção de cor, linhagem e origem social? Astolfo Marques, um escritor negro que pensou o país a partir do velho norte agrário, lidou com esses impasses fazendo da escrita um espaço criativo em que alia pesquisa documental, relatos orais, ficção e lembranças pessoais, construindo, em "A nova aurora", uma narrativa aberta a múltiplas vozes, que nos convida a questionar os muitos apagamentos de nossa memória republicana.
Product Specifications
Especificações
Tipo de Capa
Livro brochura (paperback)
Ano de Publicação
2021
Idioma
Português
Edição
1ª Edição
Autor
Astolfo Marques
Sobre Autor(a)
Astolfo Marques nasceu em uma família negra livre e predominantemente feminina, em 1876. Consta que aprendeu a ler sozinho, embora tenha frequentado de maneira errática o sistema público de educação nas décadas de 1880 e 1890. Moço de vinte anos, tornou-se servente da Biblioteca Pública de São Luís, mas logo alcançou o posto de amanuense da instituição e foi um dos fundadores da Oficina dos Novos, considerada a principal agremiação literária maranhense da primeira década do século xx. Sua consagração definitiva como escritor importante veio com a criação, em 1908, da Academia de Letras, onde figura como fundador da cadeira n. 10. Morreu prematuramente em 1918, com pouco mais de quarenta anos.
ISBN
9786599012280
Editora
Chão Editora
Formato
15 X 21 cm
Páginas
208
Espessura
1.4 cm
Assunto
Américas
Sinopse
Em 17 de novembro de 1889, ocorreu no Maranhão, na cidade de São Luís, um grande protesto popular, majoritariamente de negros, contra o golpe militar que dois dias antes estabelecera a República no Brasil. Os manifestantes acreditavam que o objetivo era destituí-los dos direitos conquistados com a Abolição, cerca de um ano e meio antes, e reescravizar a gente de cor. Quando tentaram invadir e depredar um jornal republicano, uma tropa destacada para proteger o edifício realizou uma descarga de fuzil e, de acordo com números oficiais, matou quatro pessoas e deixou inúmeros feridos. O episódio é conhecido como o Massacre de 17 de Novembro e, junto com outros incidentes envolvendo violência e racismo — como a destruição do pelourinho de São Luís e as prisões e torturas que seguiram o protesto —, é descrito em "A nova aurora", novela histórica publicada em 1913. Uma das imagens mais recorrentes acerca da instauração do regime republicano é a do povo bestializado, apático, sem tomar posição diante do golpe de Estado que encerrara o longo reinado de d. Pedro II. Que alternativas e limites políticos e culturais uma sociedade egressa da escravidão poderia oferecer para realizar as promessas de uma cidadania sem distinção de cor, linhagem e origem social? Astolfo Marques, um escritor negro que pensou o país a partir do velho norte agrário, lidou com esses impasses fazendo da escrita um espaço criativo em que alia pesquisa documental, relatos orais, ficção e lembranças pessoais, construindo, em "A nova aurora", uma narrativa aberta a múltiplas vozes, que nos convida a questionar os muitos apagamentos de nossa memória republicana.
Ano de Edição
2021
Encadernação
Livro brochura (paperback)
Título
A nova aurora: Novela maranhense