HistóriaAméricasCenas da sujeição: terror, escravidão e criação de si na América do século 19

Cenas da sujeição: terror, escravidão e criação de si na América do século 19

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Referência: 9786560000896 Saidiya Hartman
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Descrição do produto

 

Publicado originalmente em 1997 e hoje um clássico dos estudos afro-americanos, Cenas da sujeição ganhou versão ampliada nos 25 anos de seu lançamento, confirmando Saidiya Hartman como uma das vozes mais lúcidas, originais e respeitadas no debate sobre o trauma da escravidão e o racismo nos Estados Unidos.

Valendo-se de um amplo conjunto de documentos, entre os quais narrativas de escravizados, diários das plantations, letras de música popular, cartilhas de libertos e casos levados à justiça, Hartman demonstra que, mesmo após a Guerra Civil e a abolição, os elementos fundamentais do período escravista se mantiveram praticamente inalterados no país, chegando até os dias atuais — do que nos dão mostra os seguidos episódios de violência policial que fizeram emergir o movimento Black Lives Matter.  

Cenas da sujeição é dividido em duas partes: escravidão e liberdade. Na primeira, “Formações do terror e do gozo”, Hartman examina os espetáculos de menestréis e de blackface, as estratégias empregadas pelos escravizados para criar zonas transitórias de liberdade — da desaceleração do trabalho às reuniões secretas — e a violência sexual na escravidão, contestando veementemente a ideia de consentimento na relação das escravizadas com seus senhores.

Na segunda parte, “O sujeito da liberdade”, vê-se como os aparatos da escravidão sobreviveram na tessitura da nação após a abolição ter sido formalizada. A liberdade advinda da emancipação, aponta a autora, exigia de ex-escravizados pauperizados uma série de obrigações inalcançáveis para se integrarem à sociedade, enquanto a prática da servidão por dívida compunha um novo sistema de exploração.

A edição ainda conta com apresentação do escritor e professor de Princeton Keeanga-Yamahtta Taylor, que afirma: “Gostamos de discutir as distorções da história nacional como uma amnésia, quando é mais apropriado entender nossa aflição como uma memória seletiva coagulada com omissões destinadas a obscurecer a verdade crua sobre nossa sociedade”. Uma frase que ganha relevo ainda maior em tempos de segundo mandato de Donald Trump.

Product Specifications
Especificações
Tipo de Capa
Livro brochura (paperback)
Ano de Publicação
2025
Idioma
Português
Edição
1ª Edição
Autor
Saidiya Hartman
Sobre Autor(a)
Saidiya Hartman é professora na Universidade Columbia, em Nova York, e autora de diversos livros, entre eles Vidas rebeldes, belos experimentos (Fósforo, 2021), vencedor do National Book Critics Circle Award, e Perder a mãe: uma jornada pela rota atlântica da escravidão (Bazar do Tempo, 2021). Entre outras distinções acadêmicas, foi MacArthur “Genius” Fellow, Guggenheim Fellow e Cullman Fellow e ganhou uma bolsa Fulbright.
ISBN
9786560000896
Editora
Fósforo Editora
Formato
15,7 X 23 cm
Páginas
528
Espessura
1 cm
Assunto
Américas
Sinopse

 

Publicado originalmente em 1997 e hoje um clássico dos estudos afro-americanos, Cenas da sujeição ganhou versão ampliada nos 25 anos de seu lançamento, confirmando Saidiya Hartman como uma das vozes mais lúcidas, originais e respeitadas no debate sobre o trauma da escravidão e o racismo nos Estados Unidos.

Valendo-se de um amplo conjunto de documentos, entre os quais narrativas de escravizados, diários das plantations, letras de música popular, cartilhas de libertos e casos levados à justiça, Hartman demonstra que, mesmo após a Guerra Civil e a abolição, os elementos fundamentais do período escravista se mantiveram praticamente inalterados no país, chegando até os dias atuais — do que nos dão mostra os seguidos episódios de violência policial que fizeram emergir o movimento Black Lives Matter.  

Cenas da sujeição é dividido em duas partes: escravidão e liberdade. Na primeira, “Formações do terror e do gozo”, Hartman examina os espetáculos de menestréis e de blackface, as estratégias empregadas pelos escravizados para criar zonas transitórias de liberdade — da desaceleração do trabalho às reuniões secretas — e a violência sexual na escravidão, contestando veementemente a ideia de consentimento na relação das escravizadas com seus senhores.

Na segunda parte, “O sujeito da liberdade”, vê-se como os aparatos da escravidão sobreviveram na tessitura da nação após a abolição ter sido formalizada. A liberdade advinda da emancipação, aponta a autora, exigia de ex-escravizados pauperizados uma série de obrigações inalcançáveis para se integrarem à sociedade, enquanto a prática da servidão por dívida compunha um novo sistema de exploração.

A edição ainda conta com apresentação do escritor e professor de Princeton Keeanga-Yamahtta Taylor, que afirma: “Gostamos de discutir as distorções da história nacional como uma amnésia, quando é mais apropriado entender nossa aflição como uma memória seletiva coagulada com omissões destinadas a obscurecer a verdade crua sobre nossa sociedade”. Uma frase que ganha relevo ainda maior em tempos de segundo mandato de Donald Trump.

Ano de Edição
2025
Encadernação
Livro brochura (paperback)
Título
Cenas da sujeição: terror, escravidão e criação de si na América do século 19