HistóriaEuropaLer e ser virtuoso no século XV

Ler e ser virtuoso no século XV

R$ 26,00
Em até 1x R$ 26,00 sem juros

Referência: 9788539302529 Michelle Souza e Silva
Quantidade
Compartilhar

Descrição do produto

A autora investiga a cultura livresca dos príncipes de Avis (que reinaram em Portugal entre 1385 e 1580) e procura examinar as condições materiais e políticas da produção dos manuscritos principalmente durante o século XV, correspondente ao fim do Medievo, quando, apesar do prestígio ainda grande da memória viva, percebe-se um crescente apreço pelo livro, pela sua capacidade de diálogo com a oralidade e por seu já então perceptível potencial de ordenação e perpetuidade. Naquele período, escrever e ler eram atos tidos como principalmente morais e éticos, não apenas em Portugal, mas em toda a Europa. Segundo a autora, a escrita é pensada como um instrumento de articulação entre o passado, o que esse passado deveria ter sido e o que ele deverá ser no futuro, ou seja, como uma organização dos saberes com um direcionamento para o futuro, visando ao mesmo tempo cada indivíduo e o todo social. Os discursos são também eivados de compromissos de preservação dos costumes e de finalidades edificantes e prescritivas, pois, para os letrados quatrocentistas, escrever e ler não eram atos isentos de consequências, antes pelo contrário, eram considerados como atos que desencadeavam outros, sendo natural, assim, que a chamada “literatura cortesã” fosse simultaneamente filosófica, política e religiosa, com um forte componente educativo.
Product Specifications
Especificações
Tipo de Capa
Livro brochura (paperback)
Ano de Publicação
2012
Idioma
Português
Edição
1ª Edição
Autor
Michelle Souza e Silva
ISBN
9788539302529
Editora
Editora Unesp
Formato
13,7 X 21 cm
Páginas
132
Espessura
1 cm
Assunto
Europa
Sinopse
A autora investiga a cultura livresca dos príncipes de Avis (que reinaram em Portugal entre 1385 e 1580) e procura examinar as condições materiais e políticas da produção dos manuscritos principalmente durante o século XV, correspondente ao fim do Medievo, quando, apesar do prestígio ainda grande da memória viva, percebe-se um crescente apreço pelo livro, pela sua capacidade de diálogo com a oralidade e por seu já então perceptível potencial de ordenação e perpetuidade. Naquele período, escrever e ler eram atos tidos como principalmente morais e éticos, não apenas em Portugal, mas em toda a Europa. Segundo a autora, a escrita é pensada como um instrumento de articulação entre o passado, o que esse passado deveria ter sido e o que ele deverá ser no futuro, ou seja, como uma organização dos saberes com um direcionamento para o futuro, visando ao mesmo tempo cada indivíduo e o todo social. Os discursos são também eivados de compromissos de preservação dos costumes e de finalidades edificantes e prescritivas, pois, para os letrados quatrocentistas, escrever e ler não eram atos isentos de consequências, antes pelo contrário, eram considerados como atos que desencadeavam outros, sendo natural, assim, que a chamada “literatura cortesã” fosse simultaneamente filosófica, política e religiosa, com um forte componente educativo.
Ano de Edição
2012
Encadernação
Livro brochura (paperback)
Título
Ler e ser virtuoso no século XV