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Oresteia I: Agamênmon

Referência: 9788573212044 Ésquilo
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Descrição do produto

Ésquilo em Maratona (490 a.C.) lutou contra o invasor persa ao lado de heróis, e em Salamina (480 a.C.) participou do combate naval e viu Deuses e heróis darem aos seus a desesperada vitória, que salvou e libertou os gregos. Em 458, quando Atenas é próspera, confiante e feliz com sua glória recente, apresenta Orestéia, com coros magníficos, cenas terríveis e sublimes.

Orestéia de Ésquilo é um dos mais belos e ricos documentos literários da permanência e transformação do pensamento mítico ar­caico dentro do horizonte polí­tico e do contexto cultural de Atenas no século V a.C. Nesses versos elabora­se o pensamento político relativo às relações de poder e à questão da Justiça na pólis, mediante o uso siste­má­tico de imagens e noções míticas legadas pela tra­dição.

Em Agamêmnon, o coro de anciãos argivos, perplexos e an­gus­tiados ante as contradições do presente, romemora a partida do grande exército coligado contra Tróia e interpreta os sinais divinos que acompanharam a partida. A terrível clareza das reflexões sobre justiça e poder permitiria aos anciãos prever o curso dos acontecimentos, se a dor não os impedisse. Entre os extremos da sacralidade e da violência, move-se a doutrina do coro sobre hýbris e analisam-se os crimes e a guerra dentro dos horizontes e da perspectiva política democrática.

A explicitação dialética dos diversos pontos de vista presentes no drama na seqüência do prólogo, párodo, estásimos e das cenas da rainha a anunciar a vitória argiva sobre os troianos, do arauto, do dia regressário, do tapete purpúreo, de Cassandra e finalmente dos regicidas, define os limites próprios da cidadania democrática, e caracteriza as atitudes típicas da aristocracia e da tirania tradicionais, contrapostas à democracia contemporânea da época trágica.

 

Jaa Torrano é professor de Língua e Literatura Grega na Universidade de São Paulo. Publicou O sentido de Zeus: o mito do mundo e o modo mítico de ser no mundo (São Paulo, Iluminuras, 1996), HESÍODO: Teogonia: a origem dos Deuses (São Paulo, Iluminuras, 5ª ed., 2003), ÉSQUILO: Prometeu prisioneiro (São Paulo, Roswitha Kempf, 1985), EURÍPIDES: Medéia (São Paulo, Hucitec, 1991), EURÍPIDES: Bacas: o mito de Dioniso (id. ib. 1995).

 

Product Specifications
Especificações
Tipo de Capa
Livro brochura (paperback)
Ano de Publicação
2000
Idioma
Português
Edição
1ª Edição
Autor
Ésquilo
Sobre Autor(a)
Ésquilo foi um dramaturgo da Grécia Antiga. É reconhecido frequentemente como o pai da tragédia, e é o mais antigo dos três trágicos gregos cujas peças ainda existem.
ISBN
9788573212044
Editora
Iluminuras
Formato
21 X 14 cm
Páginas
157
Espessura
2 cm
Assunto
Teatro
Sinopse

Ésquilo em Maratona (490 a.C.) lutou contra o invasor persa ao lado de heróis, e em Salamina (480 a.C.) participou do combate naval e viu Deuses e heróis darem aos seus a desesperada vitória, que salvou e libertou os gregos. Em 458, quando Atenas é próspera, confiante e feliz com sua glória recente, apresenta Orestéia, com coros magníficos, cenas terríveis e sublimes.

Orestéia de Ésquilo é um dos mais belos e ricos documentos literários da permanência e transformação do pensamento mítico ar­caico dentro do horizonte polí­tico e do contexto cultural de Atenas no século V a.C. Nesses versos elabora­se o pensamento político relativo às relações de poder e à questão da Justiça na pólis, mediante o uso siste­má­tico de imagens e noções míticas legadas pela tra­dição.

Em Agamêmnon, o coro de anciãos argivos, perplexos e an­gus­tiados ante as contradições do presente, romemora a partida do grande exército coligado contra Tróia e interpreta os sinais divinos que acompanharam a partida. A terrível clareza das reflexões sobre justiça e poder permitiria aos anciãos prever o curso dos acontecimentos, se a dor não os impedisse. Entre os extremos da sacralidade e da violência, move-se a doutrina do coro sobre hýbris e analisam-se os crimes e a guerra dentro dos horizontes e da perspectiva política democrática.

A explicitação dialética dos diversos pontos de vista presentes no drama na seqüência do prólogo, párodo, estásimos e das cenas da rainha a anunciar a vitória argiva sobre os troianos, do arauto, do dia regressário, do tapete purpúreo, de Cassandra e finalmente dos regicidas, define os limites próprios da cidadania democrática, e caracteriza as atitudes típicas da aristocracia e da tirania tradicionais, contrapostas à democracia contemporânea da época trágica.

 

Jaa Torrano é professor de Língua e Literatura Grega na Universidade de São Paulo. Publicou O sentido de Zeus: o mito do mundo e o modo mítico de ser no mundo (São Paulo, Iluminuras, 1996), HESÍODO: Teogonia: a origem dos Deuses (São Paulo, Iluminuras, 5ª ed., 2003), ÉSQUILO: Prometeu prisioneiro (São Paulo, Roswitha Kempf, 1985), EURÍPIDES: Medéia (São Paulo, Hucitec, 1991), EURÍPIDES: Bacas: o mito de Dioniso (id. ib. 1995).

 

Tradutor
Jaa Torrano
Ano de Edição
2000
Encadernação
Livro brochura (paperback)
Título
Oresteia I: Agamênmon